segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Garota levada



Maysa adorava criar lendas em torno de si própria. Uma delas era a de que teria estudado oito anos, em regime de internato, no Sacre Couer de Marie, tradicional colégio paulistano. Não era verdade. Maysa fez apenas parte do primário na escola das freiras francesas. Na imagem acima, o boletim de 1950, do Colégio Ofélia Fonseca, onde começou a fazer o ginásio. Na fase de pesquisa da biografia, foram entrevistadas colegas de turma e ex-professoras de Maysa. O livro trará um capítulo inteiro sobre as estripulias da mocinha, que fazia parte do time das "garotas levadas" da escola.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Maysa e André Matarazzo


Em janeiro de 1955, Maysa Figueira Monjardim casou com o industrial André Matarazzo, com quem teria o único filho, Jayme. A diferença de idade entre André e Maysa era de quase 18 anos. Na foto acima, os dois no dia da cerimônia civil. O casamento durou pouco. Em 1957, após muitos desentendimentos por causa dos rumos que a carreira da cantora tomava, veio a separação. Pouco antes, ela compusera "Ouça" (Ouça,/ vá viver a sua vida com outro bem/ pois eu já cansei/ de pra você não ser ninguém). Naquela época, em que uma mulher desquitada já era estigmatizada como uma "perdida", Maysa cometeu a dupla ousadia de largar o marido de família tradicional para abraçar a igualmente "duvidosa" carreira de artista.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

"Você é mesmo Maysa?", perguntou o repórter



No primeiro semestre de 1968, com cerca de 30 quilos a menos, à custa de dietas rigorosas e de toneladas de remédios para emagrecer, Maysa resolveu retomar a carreira. Ela estava morando em Madri e, durante algum tempo, desistira de cantar. Resumira-se a algumas poucas apresentações em boates madrilenhas e, junto com o companheiro Miguel Azanza, passava por grandes dificuldades financeiras, chegando a empenhar jóias que o ex-marido, André Matarazzo, lhe deixara. Depois de uma série de crises depressivas e de mais uma tentativa frustrada de suicídio, decidiu enfim voltar aos palcos. Foi uma espécie de ressurreição. Fez uma grande turnê pela América Latina, iniciando pela Venezuela, Peru e Argentina. Depois, cantou no México (onde fez a foto acima, publicada em um anúncio do canal 8 local), em Porto Rico e na Colômbia. Em Buenos Aires, ao vê-la descer no aeroporto, os jornalistas portenhos não reconheceram aquela mulher magra e loura, bem diferente da cantora rechonchuda que os argentinos conheciam tão bem. "Você é mesmo Maysa Matarazzo?", indagou-lhe um desconfiado repórter do El Clarín. Quando ela soltou mais uma de suas respostas corrosivas, não restaram dúvidas. Era ela mesma, a controvertida Maysa de sempre.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Maysa nas telas de cinema


Cartaz de um dos filmes de que Maysa participou, em 1960: Pequeno por fora, de Aloísio de Carvalho. O diretor, que também capitaneou outro filme com a presença de Maysa (O batedor de carteiras, de 1958), foi um dos entrevistados para a biografia. Aloísio contou histórias deliciosas sobre os bastidores das filmagens.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

A primeira capa a gente nunca esquece



Em maio de 1957, pela primeira vez Maysa era capa de revista. O então assistente de redação da Manchete, Alberto Dines, encantou-se com os olhos da cantora, captado pelas lentes do fotógrafo Gervásio Batista. Dines não teve dúvidas: rompeu com a tradição dos planos americanos das capas da publicação e estampou um close de Maysa. Resultado: levou um sabão do dono da editora, Adolfo Bloch, que achou um exagero dar tamanho destaque a uma cantora em início de carreira. Mas a capa revelou-se profética. Dali a menos de um ano, Maysa já seria uma das cantoras mais famosas - e mais controvertidas - do país.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Ruy Castro assina as orelhas da biografia de Maysa



Ruy Castro, autor de Chega de saudade e das biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nélson Rodrigues, assina as orelhas de Maysa: só numa multidão de amores. "Este livro narra a tremenda luta de uma mulher pela felicidade, armada com doses consideráveis de talento, beleza e coragem – mas vítima de inimigos invencíveis, como o preconceito, a ignorância e a fatalidade", diz ele.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Maysa, garota-propaganda



Na imagem acima, Maysa numa propaganda do sabonete Cinta-Azul, publicada pela Revista do Rádio em 1958. Naquele ano, entre cachês, direitos autorais, programas de rádio e tevê, ela se tornaria a cantora mais bem-paga do país.

Muito além de "deusa da fossa"


O jornal Correio Braziliense, de Brasília, publicou hoje uma longa entrevista, de página inteira, sobre o livro Maysa: só numa multidão de amores. "A biografia revela uma artista que vai muito além do rótulo de 'deusa da fossa'. Ela cantou mais do que a melancolia e a angústia", diz o texto, assinado pela jornalista Naiobe Quelem. Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Uma carta de Maysa para Carlos Alberto



A biografia Maysa: Só numa multidão de amores trará, além de trechos de diários, cartas assinadas pela cantora. No entanto, no baú de Maysa, elas eram tantas que seria impossível publicar todas. Abaixo, uma das que não entraram no livro. Uma das que, comovida, escreveu durante o fim do casamento com Carlos Alberto:

Meu amor,

Agora que você adormeceu, que esse dia passou a ser uma partida, agora que até um sol meio canalha está me gozando, passeando aqui pela varanda, agora que é agora só por instantes e vai ser depois inexoravelmente, e que, não há a menor dúvida, você parte nesse depois, é que acho que a única coisa que me resta é fazer como os tolos infelizes, ou seja, emudecer, deixar que os meus olhos, que são a minha verdadeira boca, saibam, com a dignidade que só os cães têm, fazer do silêncio a minha forma de te acompanhar, de estar contigo nesta ida tua que eu não entendo, mas devo.

Transformar todos esses verbos, entender, partir, dever, partir, em um só: amar. Amar tudo que seja teu, até mesmo a tua partida. O diabo é que não é fácil. Enquanto estou aqui gravando tua fita, o som das músicas que são da gente é uma faca que me corta, corta tanto que a dor está rindo pelo conseguido. E, por falar em rir, como é triste o som de um violino quando a gente está triste. Nunca tinha percebido isso. Ao contrário, sempre achei que o violino era o rei da demagogia. Que nada, amor. É um puta sabe-tudo, companheiro pacas, e chora tão bonito quanto eu.

Volta amor, porque fiquei aqui.

Te amo.

Maysa

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Um desenho de Maysa


Além de cantar e compor, Maysa também desenhava e pintava. Acima, um de seus desenhos, no qual retrata a si própria e ao então marido, o ator Carlos Alberto, no quarto da casa de praia, em Maricá.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Aventuras e desventuras no Velho Mundo



Existia, até aqui, um grande mistério sobre a vida de Maysa nos anos em que ela morou fora do Brasil. Com a ajuda dos diários minuciosos da cantora e com base em entrevistas realizadas na Europa, foi possível rastrear todos os passos de Maysa por lá, de 1962 a 1968. Na biografia, serão revelados muitos segredos e preenchidas as lacunas deste período, com informações que pela primeira vez serão trazidas à tona. Na foto acima, de 1963, ela canta no cassino Estoril, em Portugal, onde conheceu o futuro marido, Miguel Azanza, então casado com a franco-lusitana Ana Gabriela Bonnet.

Maysa, segundo a prosa barrocodélica de Jorge Mautner



Em 1962, chegou às livrarias Deus da chuva e da morte, de Jorge Mautner. Foi um assombro. Era como se Artaud, Jung, Marx, Jorge Amado, a literatura beatnik norte-americana, o existencialismo francês, a filosofia de Nietzsche e Kierkegaard, o rock e o samba-canção tivessem sido colocados no mesmo liqüidificador cultural. E ninguém menos do que Maysa era a protagonista do livro, definido pelo autor como uma obra "marxista-sartriana-mística-kaótica". Até então, Mautner não conhecia Maysa pessoalmente. Porém, ela ficou tão fascinada com Deus da chuva e da morte que fez questão de encontrar o autor. "Como você sabe tanto sobre mim?", perguntou a Mautner, em uma chuvosa noite paulistana. Seria uma longa conversa, que varararia a madrugada. Na biografia Maysa: só numa multidão de amores, o próprio Mautner conta como foi e fala sobre os assuntos que tanto conversaram.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

O amor argentino de Maysa



O ator argentino Dulio Marzio, uma celebridade em seu país, teve um tórrido caso de amor com Maysa. Os dois se conheceram em 1958, na primeira turnê da cantora brasileira em Buenos Aires. A partir dali, viveram um romance intenso e intermitente. Em 1960, os dois voltaram a se encontrar nos Estados Unidos, onde a foto acima foi tirada. Maysa cantava no Blue Angel, em Nova York. Duilio estava em viagem de trabalho, conhecendo teatros norte-americanos. O argentino, que já fez mais de 30 filmes, está hoje com 83 anos e ainda na ativa. No ano passado, participou do elenco de Las Manos, do diretor portenho Alejandro Doria. Duilio Marzio foi um dos entrevistados na fase de pesquisa do livro e contou muitas histórias de seu relacionamento com Maysa.

O espetáculo que virou pesadelo



No final de 1971, Maysa produz Woyzeck, uma superprodução, baseada na obra original de Georg Büchner. Ela investe cada centavo que possui na montagem, que resultará em retumbante fracasso e abalará as finanças pessoais da cantora. Na foto, durante um ensaio, com um jovem Guto Graça Melo (responsável pela direção musical), e Edu Lobo, que dividiu com Ruy Guerra a autoria das músicas do espetáculo. Maysa deixou um diário inteiro sobre Woyzeck, em que revela, com detalhes, os porquês do malogro. "Quebrei a cara", assume.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Túnel do tempo



Maysa, aos cinco anos de idade.
O livro trará muitas, muitas fotos inéditas.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Direto do baú de Maysa



O diário de Maysa de 1954, o ano do noivado com André Matarazzo. Na biografia, serão reproduzidos trechos em que ela própria conta como sua vida mudou da noite para o dia.

Assista a vídeo com Maysa



No dia 10 de janeiro deste ano, a GloboNews exibiu um Arquivo N com Maysa. Para assistir à íntegra do programa, clique aqui. É imperdível. Na foto acima, Maysa aos 15 anos (Álbum de família).

No início da carreira


Na capa da Revista do Rádio, em 1958, Maysa, então recém-separada de André Matarazzo, aparece tocando violão. Isso numa época em que o instrumento ainda era associado à marginalidade e à vagabundagem.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Maysa na África


Em 1968, depois de morar longos anos na Europa, Maysa prepara sua volta ao Brasil. Antes, faz uma turnê pela África. Acima, um anúncio publicado em um jornal de Angola a respeito de um dos shows que ela fez naquele país, alguns deles para platéias populares, no subúrbio de Luanda, em cinemas ao ar livre.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

De Elis, para Maysa


Maysa.
Penso ser sua maior fã.
E não é de hoje.
Seria motivo de grande alegria
recebê-la no "Fino",
contar com você como visita.
Caso você aceite, ficarei a sua espera
na próxima semana.
Felicidades!

Um grande abraço,

Elis Regina.
22/4/66

Maysa foi, sim, ao Fino da Bossa, o programa de Elis na Tv Record. E o livro Maysa: só numa multidão de amores vai contar tudo o que aconteceu lá. Antes e depois.

(Cortesia by Mônica Figueiredo)

Diários de Maysa


Nestes cadernos, escritos entre os 15 e os 40 anos de idade, estão segredos, confissões, cartas de amor e de ódio, poemas e letras inéditas. Maysa por Maysa.

Identidade



Maysa: pessoal e intransferível

Maysa tornou-se uma musa cult



Jota Pompílio
Diário do Nordeste (05/02/2007)

O jornalista e escritor cearense Lira Neto coloca um ponto final na sua mais nova biografia. Maysa: só numa multidão de amores chega agora às livrarias. Fruto de um trabalho de dois anos, o livro traz uma coleção de fotos raras e inéditas, histórias desconhecidas e fatos elucidados da trajetória de uma das mais controversas cantoras da MPB.

Para ler a íntegra da matéria clique aqui:

Livro e especial de televisão lembram os 30 anos sem Maysa



Ubiratan Brasil
O Estado de São Paulo (22/01/2007)

A biografia exigiu um esforço supremo de Lira Neto, autor de O Inimigo do Rei, sobre a vida de José de Alencar. "Fiz cerca de 200 entrevistas, com cerca de uma centena de pessoas que conviveram com Maysa (colegas de escola, professoras, amigos, parentes, músicos, cantores, cantoras, empresários etc.)", conta. "Tive acesso irrestrito aos diários íntimos escritos por ela, desde os 15 anos até os meses que antecederam a sua morte".

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Biografia de Maysa vasculha diários íntimos 30 anos após sua morte


Folha on line (22/01/2007)

Nesta segunda-feira (22), completam-se os 30 anos da morte da cantora Maysa. No próximo mês, ela ganha uma alentada biografia -"Maysa: só numa multidão de amores" (Editora Globo) - escrita pelo jornalista Lira Neto

Para ler a matéria completa, clique aqui.

Diários particulares de Maysa revelam uma mulher insuspeita



O Estado de São Paulo (06/06/2006):

Cantora que hoje faria 70 anos vai ganhar no próximo ano uma biografia baseada em suas próprias anotações.

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"Deusa da fossa", Maysa ganha biografia 30 anos após sua morte



Karina Klinger
Folha On line (18/10/2005):

O diretor global Jayme Monjardim (foto), 49, deu o aval para a publicação da biografia de sua mãe, a cantora Maysa (1936-1977) - considerada a "rainha da fossa" por cantar a tristeza e a melancolia em clássicos da MPB como "Meu Mundo Caiu" e "Se Todos Fossem Iguais a Você". Prevista para chegar às livrarias em 2007 - 30 anos após sua morte em um acidente de carro na ponte Rio-Niterói -, a obra será escrita pelo jornalista e escritor Lira Neto, 41.

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