sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

"Você é mesmo Maysa?", perguntou o repórter



No primeiro semestre de 1968, com cerca de 30 quilos a menos, à custa de dietas rigorosas e de toneladas de remédios para emagrecer, Maysa resolveu retomar a carreira. Ela estava morando em Madri e, durante algum tempo, desistira de cantar. Resumira-se a algumas poucas apresentações em boates madrilenhas e, junto com o companheiro Miguel Azanza, passava por grandes dificuldades financeiras, chegando a empenhar jóias que o ex-marido, André Matarazzo, lhe deixara. Depois de uma série de crises depressivas e de mais uma tentativa frustrada de suicídio, decidiu enfim voltar aos palcos. Foi uma espécie de ressurreição. Fez uma grande turnê pela América Latina, iniciando pela Venezuela, Peru e Argentina. Depois, cantou no México (onde fez a foto acima, publicada em um anúncio do canal 8 local), em Porto Rico e na Colômbia. Em Buenos Aires, ao vê-la descer no aeroporto, os jornalistas portenhos não reconheceram aquela mulher magra e loura, bem diferente da cantora rechonchuda que os argentinos conheciam tão bem. "Você é mesmo Maysa Matarazzo?", indagou-lhe um desconfiado repórter do El Clarín. Quando ela soltou mais uma de suas respostas corrosivas, não restaram dúvidas. Era ela mesma, a controvertida Maysa de sempre.