terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Maysa, segundo a prosa barrocodélica de Jorge Mautner



Em 1962, chegou às livrarias Deus da chuva e da morte, de Jorge Mautner. Foi um assombro. Era como se Artaud, Jung, Marx, Jorge Amado, a literatura beatnik norte-americana, o existencialismo francês, a filosofia de Nietzsche e Kierkegaard, o rock e o samba-canção tivessem sido colocados no mesmo liqüidificador cultural. E ninguém menos do que Maysa era a protagonista do livro, definido pelo autor como uma obra "marxista-sartriana-mística-kaótica". Até então, Mautner não conhecia Maysa pessoalmente. Porém, ela ficou tão fascinada com Deus da chuva e da morte que fez questão de encontrar o autor. "Como você sabe tanto sobre mim?", perguntou a Mautner, em uma chuvosa noite paulistana. Seria uma longa conversa, que varararia a madrugada. Na biografia Maysa: só numa multidão de amores, o próprio Mautner conta como foi e fala sobre os assuntos que tanto conversaram.