sexta-feira, 30 de março de 2007

A biografia de Maysa, na revista "Bravo!"


A edição de abril da revista Bravo!, que acaba de chegar às bancas, traz uma matéria de quatro páginas, assinada pelo jornalista Marcus Preto, sobre a biografia Maysa: Só numa multidão de amores. Leia, aqui, alguns trechos:

Bom dia, tristeza

Biografia recorre aos diários da cantora Maysa para narrar com fidelidade todos os detalhes de sua história, tão rica quanto trágica

Por Marcus Preto

Eu só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo que creio". Poucos versos cantados por Maysa nos 41 anos de sua vida turbulenta poderiam ser mais autobiográficos do que esses, de seu samba-canção "Resposta", lançado em um vinil de dez polegadas em 1956. Estrela absoluta da música brasileira na fase de transição entre a era do rádio e a da televisão, a cantora só fez o que quis e seguiu percurso absolutamente transgressor - mais ainda se levados em conta os padrões morais de sua época. "Além do legado musical, Maysa deixou uma lição de não conformismo diante do estabelecido. Podemos lembrar que ela se separou de seu primeiro marido em 1957 - muito antes de as mulheres pensarem em queimar sutiãs em praça pública", compara o jornalista Lira Neto, autor da primorosa biografia Só numa multidão de amores, que chega às lojas para marcar os 30 anos da morte da cantora.

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Apesar das "facilidades" proporcionadas pela família de Maysa cedendo toda a documentação [os diários da cantora e cerca de 100 mil recortes de jornais e revistas colecionados por ela], Lira Neto nunca esbarra na reverência à artista, muito menos joga para debaixo do tapete fatos "desconfortáveis" de sua vida. Estão lá, claríssimas, suas muitas tentativas de suicídio, seu problema com o alcoolismo, as traições a todos os seus maridos. "Só adiantaria fazer um livro sobre Maysa se ele respeitasse o espírito libertário e transparente que ela tinha na vida e na arte. Maysa sempre se expôs, sem medo das conseqüências. Sua biografia não poderia ser diferente", diz Lira.

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Lira Neto desmonta lendas que sempre recaíram sobre Maysa. (...) Por conta de tantas informações falsas espalhadas no decorrer dos anos, o biógrafo teve de tomar o cuidado com suas fontes e duvidar de tudo o que caía em sua mão - desde o material impresso até as anotações da própria cantora. "Não existe verdade absoluta. E não se pode cair no risco de confundir memória com história", separa o autor.

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Leia a matéria, na íntegra, com direito a belas fotos de Maysa, nas bancas.
Leia o trecho inicial do primeiro capítulo do livro no site da Bravo!