quinta-feira, 3 de maio de 2007

Maysa, a exagerada


PAULO ROBERTO PIRES

O mundo de Maysa cai, e feio, várias vezes ao longo das 394 páginas de Maysa - Só numa multidão de amores. Lira Neto, seu dedicado biógrafo, não a ajuda a levantar: entre a admiração que é motor de qualquer biógrafo e a necessidade de ser fiel a seu personagem sem enaltecê-lo, ele opta pela segunda. É um livro que se lê tão avidamente quanto ela viveu seus 41 anos, com todas as idas e vindas, sucessos retumbantes e fracassos históricos.

Lira Neto pesquisou nos diários que a cantora manteve desde a adolescência e leu até um esboço de autobiografia jamais concluído ou publicado. Não trocou, como já se viu acontecer, o acesso privilegiado aos escritos íntimos por uma imagem edulcorada e parcial em pagamento à família. Maysa é genial, injusta, sensível, agressiva, abandonada, briguenta - às vezes tudo isso ao mesmo tempo.

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