sábado, 30 de junho de 2007

Viva Maysa!

Maysa: Só numa multidão de amores está, pela quarta semana, no ranking dos mais vendidos de todo o país segundo a revista Veja, mantendo a oitava posição na categoria de não-ficção. Na lista da Folha de S. Paulo, o livro está em nono lugar, emplacando cinco semanas consecutivas. E no Jornal do Brasil a biografia de Maysa, na oitava posição, aparece pela sexta semana seguida.













sexta-feira, 29 de junho de 2007

Entrevista para o International Magazine



Nunca houve uma mulher como Maysa

MOISÉS SANTANA

Maysa está de volta à cena em biografias e discos tributos. Trinta anos após sua morte, a cantora e compositora que desafinou do coro dos contentes de seu tempo é relembrada por sua voz, suas composições e, principalmente, por sua personalidade. O livro Maysa: Só numa multidão de amores, do jornalista Lira Neto, é um dos responsáveis pelo retorno dessa mulher/mito que teve seus imensos olhos verdes descritos pelo poeta Manoel Bandeira como "dois oceanos não pacíficos".

Que tipo de música você escuta?
Sou um ouvinte inveterado de música brasileira. Meu pai e minha mãe, lá em Fortaleza, ouviam muita música em casa, no rádio, e cresci com as vozes da velha guarda - Orlando Silva, Francisco Alves e Nelson Gonçalves, especialmente - embalando meu berço. Mais tarde, por conta própria, ampliei este horizonte ao mergulhar na bossa-nova e no tropicalismo. Nos primeiros tempos de faculdade, fui apresentado, por colegas mais velhos, ao blues e ao jazz. Desde então, caí de amores, entre outros, por Alberta Hunter, Billie Holiday e Chet Baker. Hoje ouço pouco rádio. Meu ouvido não é penico.

O que mexe com um biógrafo para que ele vá tão fundo na vida de alguém?
Gosto de dizer que sou, essencialmente, um contador de histórias. Um repórter fascinado por histórias de vida. Isso é o que me move como jornalista. Acho que por isso optei pelo gênero biografia. Este é um trabalho que consiste em mergulhar, às vezes por anos a fio, na existência de outra pessoa. Como um arqueólogo, é preciso remover cada camada de pó e de esquecimento que reveste a vida de um indivíduo. Por isso, as melhores biografias serão sempre aquelas que retratam a vida de seres incomuns, de almas radicais, daqueles que ousaram sair da comodidade de uma vida segura e saltaram, sem rede, no escuro.

Quando surgiu esse interesse por Maysa?
Sempre flertei com a vida de Maysa. Nela, estão todos os ingredientes que interessam a qualquer biógrafo: amores extremados, um talento enorme, uma trajetória profissional singular, uma alma atormentada. Quando um amigo jornalista, Fernando Morais, apresentou-me ao filho de Maysa, o cineasta e diretor de tevê Jayme Monjardim, o que era apenas um desejo se transformou em projeto. Jayme foi de uma generosidade extrema. Abriu-me todos os baús de Maysa. Diários, cartas, poemas, letras inéditas.

Maysa foi compreendida em seu tempo?
Hoje, trinta anos depois da morte de Maysa, pouca gente sabe que ela fez um sucesso estrondoso no final dos anos 50 e começo dos anos 60. Para se ter uma idéia, basta dizer que, em 1958, por exemplo, de primeiro de janeiro a 31 de janeiro, não houve um único dia em que Maysa não fosse notícia na imprensa paulistana ou carioca. Eram delas os maiores cachês pagos no país. Tinha programas de televisão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Contudo, ao lado de tudo isso, teve a vida devassada pela imprensa sensacionalista. Era uma mulher à frente de seu tempo e, por isso, sofreu com os preconceitos de toda uma época. No Brasil dos anos 50 não podia se admitir que uma mulher se separasse de um marido milionário - como ela fez - para se dedicar à carreira então "moralmente duvidosa" de cantora de rádio. Muito antes de as mulheres queimarem sutiãs em praça pública, muito antes de existir a palavra feminismo, já existia uma mulher chamada Maysa.

Qual a maior dificuldade que encontrou nesse processo?
O acesso aos baús de Maysa - que guardava cada linha publicada sobre ela, inclusive as notas mais maldosas e cabeludas - significou uma grande economia de tempo na fase de garimpo na imprensa da época, trabalho necessário em qualquer biografia que se preze. Mas, por outro lado, o volume enorme de material acabou se tornando um problema, na hora de selecionar o que ia entrar ou não no livro. Cataloguei cerca de 100 mil documentos, tirados diretamente do baú de Maysa. Depois disso, veio a fase de entrevistas - cerca de 200 conversas com gente que conviveu com ela. Era muita informação reunida. Poderia ter escrito um livro com um número de páginas até cinco vezes maior. Mas isso, logicamente, tornaria a vida do leitor uma pedreira. O mais difícil - e, ao mesmo tempo, o mais prazeroso - foi selecionar, editar, escolher. Nenhuma vida cabe em um único livro. principalmente se estamos falando de Maysa.

Existe espaço para uma personalidade como a dela na cena brasileira?
Nesta era em que vivemos a ditadura do bom-mocismo e do politicamente correto, faz falta toda a irreverência e todo o potencial transgressivo de uma pessoa como Maysa. Mas sabe-se lá o destino que estaria reservado a ela no mundo de hoje, no qual a padronização prevaleceu sobre o talento e o comodismo suplantou a ousadia. Atualmente, a própria rebeldia virou produto de butique e se tornou marca registrada da mesmice.

Musicalmente, qual foi a maior qualidade de Maysa?
Costuma-se, com flagrante reducionismo, rotular Maysa de "rainha da fossa". Ela foi bem mais do que isso. Maysa significou uma ponte decisiva entre a música da chamada Velha Guarda e o sopro renovador que arejou o país no final dos anos 50, comecinho dos 60. Foi uma das primeiras cantoras consagradas, por exemplo, a gravar um disco inteirinho de Bossa Nova. A primeira gravação da canção "O Barquinho", um marco da Bossa, é de Maysa. Essa mulher tinha uma capacidade invejável de detectar e valorizar o novo. Outro exemplo, eloqüente: ninguém sabia quem era Egberto Gismonti quando Maysa gravou músicas dele e o chamou para fazer os arranjos de seu disco de 1969. "Rainha da fossa" é conversa pra boi dormir.

Você tem planos de biografar outros músicos?
Estou com novos projetos em vista. Mas, pelo menos por enquanto, não os revelo nem sob tortura.

Você acompanhou o caso da biografia de Roberto Carlos?
A decisão de retirar milhares de exemplares de um livro das prateleiras de uma livraria ou de uma editora para transformá-los em papel picado - ou em cinzas - me dá calafrios. Se Roberto Carlos houvesse se sentido ofendido com alguma inverdade publicada por seu biógrafo, tinha todo o direito de processá-lo. Mas não foi esse o caso. Alegou "invasão de privacidade". Só que ele é uma pessoa pública e, como tal, sua biografia também é. Ela pertence ao povo brasileiro. Numa frase: o rei, definitivamente, perdeu a majestade.

Maysa, no Correio da Bahia


Para sempre Maysa

HAGAMENON BRITO

A biografia escrita por Lira Neto, 44, é um livro-reportagem vibrante e à altura do talento de Maysa e conta com o aval do diretor de cinema e televisão Jayme Monjardim, que entregou todos os diários íntimos da sua mãe ao jornalista. O trabalho de pesquisa incluiu ainda cerca de 200 entrevistas com parentes, amigos, ex-namorados, ex-maridos, produtores e músicos que conviveram com a compositora.

O apoio da família de Maysa, porém, não transformou o livro numa biografia com restrições. Nada é escondido: a mulher de personalidade nobre e mesquinha ao mesmo tempo, as tentativas de suicídio, as crises de alcoolismo, as brigas com deus e o mundo, etc. Nesse sentido, a atitude de Jayme Monjardim deveria servir de lição para Roberto Carlos, que conseguiu a proibição judicial de uma obra que só o enaltece.

Correio da Bahia, 24 de junho de 2007

Maysa, em O Povo (CE)



Para entender Maysa

AMANDA QUEIRÓS

Em um bate-papo no Centro Cultural Banco do Nordeste, o jornalista e escritor cearense Lira Neto remonta a trajetória da cantora Maysa, personagem de seu mais novo livro

Lá para o meio de 2004, o jornalista e escritor cearense Lira Neto foi surpreendido por um telefonema do diretor de novelas Jayme Monjardim. "Você pode me pegar no aeroporto? Tenho algo para você", disse o artista. Das mãos dele, Lira recebeu um verdadeiro baú de tesouros. Em uma caixa estavam documentos coletados pela mãe de Monjardim, a cantora Maysa (1936-1977), imortalizada por interpretar como ninguém a fossa amorosa em canções como "Meu Mundo Caiu". Eram 30 quilos de recortes de jornal e revista, anotações, letras de músicas e o principal: os diários íntimos mantidos pela artista dos 15 anos até a morte. Bem que se diga, o sonho de qualquer biógrafo.

Com isso, Lira Neto ganhou os ingredientes para um bolo saborosíssimo. Coube a ele sacar a receita e ir atrás dos temperos que faltavam. Dois anos, 100 mil documentos e 200 entrevistas depois, o escritor tirou do forno a sua mais recente criação: Maysa - Só numa multidão de amores (R$ 32, Ed. Globo) foi lançado em abril e já ocupa a lista dos dez livros mais vendidos do País.

O Povo, 19 de junho de 2007
Para ler a matéria completa, clique aqui.

Maysa, no Diário do Nordeste



Aqueles olhos verdes

HENRIQUE NUNES

Ela era o cão. Não, uma deusa. Bonita, charmosa, uma doida que trocara a vida de madame pela trajetória artística. Uma morena de uns endoidecedores olhos verdes que até tentava, e muito, mas não deixava o “birinight” por nada. E não é que o diabo da mulher cantava na mesma proporção com que ganhava ou perdia os seus litros? A trajetória de Maysa, narrada pelo jornalista e escritor cearense Lira Neto, percorre um verdadeiro mito da música.

Mergulhar na vida de Maysa foi mais denso do que nas de Rodolfo Teófilo, José de Alencar e Castello Branco? Por que você escolheu essas personagens?

Cada biografado, assim como cada ser humano, tem sua complexidade própria. Há pelo menos uma coisa em comum entre Rodolfo, Castello, Alencar e Maysa: todos foram indivíduos contraditórios, ambíguos, polêmicos. Escolho meus personagens entre aqueles que não tiveram existências em linha reta. Só as almas radicais me encantam e me seduzem.

Sua identificação com a literatura e a política já são conhecidas, mas, e a música? Foi um desafio maior envolver-se com esse universo? Há uma fase que mais lhe atrai na obra dela?

Sempre fui um ouvinte viciado em MPB. Mais cedo ou mais tarde, bateria na porta da música. Para mim, foi um prazer mergulhar na trajetória de Maysa e no universo musical brasileiro das décadas de 50, 60 e 70. Maysa viveu várias fases. Em todas elas, deixou sua marca. Ela fez uma ponte entre a Era do Rádio e o sopro renovador que marcou o cenário artístico brasileiro dos anos 60. Cantava com alma, com o coração, com as vísceras.

Com autorização direta do filho de Maysa, Jayme Monjardim, você teve acesso até ao esboço de autobiografia dela, entre milhares de documentos. Quais foram as maiores dificuldades em lidar com tanto material? No que as suas experiências anteriores no gênero contribuíram mais para esse processo?

O maior problema, desta vez, foi exatamente a grande quantidade de material. Com cerca de 100 mil documentos à minha disposição, vindos diretamente dos “baús” de Maysa, o processo de seleção teve que ser ainda mais rigoroso. A cada livro, a gente ganha mais experiência e mais domínio sobre o ofício. Mas invadir os desvãos da alma de um novo biografado é sempre uma aventura única, singular.

Diário do Nordeste, 19 de junho de 2007

Para ler a matéria completa, clique aqui.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

"O inimigo do rei" concorre também ao Prêmio Portugal Telecom 2007


O livro O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar está entre os classificados do prestigiado Prêmio Portugal Telecom 2007, que escolherá as três melhores obras em língua portuguesa publicadas em 2006.

Nesta primeira fase do júri, 240 críticos literários e professores universitários selecionaram os primeiros 51 classificados. Em 27 de agosto, novo júri escolherá os 10 finalistas. Destes, sairão os três grandes vencedores. A premiação é de R$ 100 mil reais para o primeiro colocado, R$ 35 mil para o segundo e R$ 15 mil para o terceiro.

O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar concorre com pesos-pesados como Dalton Trevisan, Ignácio de Loyola Brandão, José Saramago, João Ubaldo Ribeiro e Moacyr Scliar, entre outras feras.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

"O inimigo do rei" está entre os finalistas do Prêmio Jabuti



Estava em uma mesa de bar, rodeado de amigos, após o bate-papo no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, quando veio a notícia pelo celular: meu livro O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar, estava entre os finalistas do Jabuti, a mais importante premiação literária do país.

Em 2005, outro trabalho escrito por mim, Castello: a marcha para a ditadura, também entrou na lista dos finalistas do Jabuti, o que para qualquer autor já constitui uma honra e uma vitória.

Desta vez, a disputa é novamente bem acirrada. A biografia de Alencar está competindo com livros escritos por gente como Fernando Henrique Cardoso (A arte da política), Evaldo Cabral de Melo (Nassau) e minha conterrânea Isabel Lustosa (D. Pedro I). Confira a relação completa clicando aqui.

Na primeira fase do júri, O inimigo do rei ficou em segundo lugar. O resultado final sai em agosto.

Livro continua entre os mais vendidos no país

A biografia Maysa: Só numa multidão de amores emplaca a terceira semana na lista dos mais vendidos da revista Veja. O livro, que antes aparecia em décimo lugar, subiu duas posições e agora está em oitavo.



No ranking da Folha de S. Paulo, o livro está na quarta semana consecutiva, também em oitavo lugar:


Enquanto isso, no Jornal do Brasil, a biografia de Maysa já aparece há cinco semanas, agora em quinto lugar:





E segundo o jornal A Tarde, de Salvador, a biografia de Maysa é o sétimo livro mais vendido na Bahia, na categoria não-ficção:


domingo, 17 de junho de 2007

Bate-papo sobre biografia de Maysa em Fortaleza



Nesta terça-feira, dia 19 de junho, terei o prazer de estar em minha cidade natal, Fortaleza, para bater-papo e ser sabatinado por dois craques em música: o jornalista Roberto Maciel, do Diário do Nordeste, e o professor Dilmar Miranda, da Universidade Federal do Ceará.

Será mais uma edição do programa Literato, evento televisionado e aberto ao público, realizado pelo Centro Cultural do Banco do Nordeste. O Literato sempre leva à cidade escritores nordestinos ou autores de obras ligadas a temas de interesse da região.

É a segunda vez que participo do programa. A primeira foi no ano passado, quando falei de O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar. Será, espero, uma oportunidade de rever um monte de grandes e velhos amigos que deixei na cidade.

É a partir das 19 horas. As possíveis ausências, vou logo avisando, não serão perdoadas. Depois o bate-papo continua, regado a muita cerveja e na base de muito baião-de-dois, em algum boteco da capital alencarina.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Show em homenagem a Maysa



A noite promete. Nesta sexta-feira, 15 de junho, o Memorial da América Latina, em São Paulo, recebe, às 21 horas, um time de grandes intérpretes da música popular brasileira para um show em homenagem a Maysa. Será o lançamento do CD Maysa: Esta chama que não vai passar, gravado pela Biscoito Fino, com produção de meu amigo Thiago Marques Luiz.

Estão confirmadas as presenças de Cauby Peixoto, Claudette Soares, Zeca Baleiro, Cláudya, Carlos Navas, Célia e Olívia Hime, artistas que, entre tantos outros, emprestaram suas vozes para o CD em tributo a Maysa. A atriz Clarisse Abujamra fará uma participação especial no espetáculo, com poemas e trechos dos diários pessoais da cantora.

Eu também estarei por lá, autografando exemplares da biografia Maysa: Só numa multidão de amores. Quem mora em São Paulo, anote logo na agenda.

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SERVIÇO

Show Maysa: Esta chama que não vai passar. Lançamento do CD homônimo. Sexta-feira, dia 15 de Junho, 21h, no Memorial da América Latina (auditório Simon Bolívar). Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, São Paulo (SP). Fone: 3823-4600. Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia). Duração: 1h30 – Censura Livre – Estacionamento s/manobrista: R$ 12,00

Noite de autógrafos em Vitória


Maysa e Bôscoli em Vitória, nos anos 60

O jornalista e professor Victor Gentilli, paulista radicado no Espírito Santo, foi quem começou a tramar tudo. Ângela Monjardim, parente de Maysa, gostou da idéia e entrou na roda. Pois esses dois convocaram um grupo de amigos capixabas - Eliane Gonzaga, Marcos Ribeiro de Moraes, Rosane Serafini e Tarcisio Faustini - e todos, generosamente, tocaram o barco.

Assim é que nesta quinta-feira, 14 de junho, terei o prazer de fazer uma noite de autógrafos de Maysa: Só numa multidão de amores em Vitória, cidade que está indissoluvelmente ligada à vida da biografada.

O evento, aberto ao público e com direito a comes e bebes, está marcado para as 21 horas, na Aliança Francesa, localizada na rua Alaor de Queiroz Araújo, 200, na Enseada do Suá.

Durante a fase de pesquisa e entrevistas para o livro, estive na bela e simpática Vitória, de onde trouxe muitas informações e um punhado de novos amigos. Entre eles, José Roberto Santos Neves (autor de um ótimo perfil biográfico de Maysa), Jayme Figueira, Sérgio Sarkis e Cariê Lindenberg. Espero reencontrar todos por lá, na noite de autógrafos. Então brindaremos a Maysa. Depois, segundo me prometeu o Victor, iremos comer a tradicional moqueca capixaba, preparada pelo chef Geraldo, no seu acolhedor restaurante do Jardim da Penha.

Já estou com água na boca.

PS: O garçom da foto lá de cima, que não consegui identificar, está convidado para a esbórnia. Quem souber quem é ele, favor tratar de avisá-lo. Ele merece. Imagino o trabalho que teve com aquela dupla do barulho que aparece ao lado dele.

Morre Carlos Alberto


Carlos Alberto e Maysa, em Maricá, nos anos 70

A imprensa noticiou, no último final de semana, a morte do ator Carlos Alberto, com quem Maysa viveu no início dos anos 70. Segundo o jornal O Globo, o fato ocorreu há cerca de um mês. Contudo, em seus últimos momentos, o ator havia pedido para que não se fizesse alarde sobre o assunto e, por isso, a notícia chegou ao público com atraso. Recluso em sua casa já havia algum tempo, longe dos holofotes da mídia, ele sofria de câncer e faleceu aos 81 anos.

Carlos Alberto foi um dos últimos entrevistados para a biografia Maysa: Só numa multidão de amores. Durante meses, tentei localizá-lo. Contudo, mesmo os antigos amigos pouco ou nada sabiam de seu paradeiro. Acabei descobrindo-o no Rio de Janeiro e fiz contato telefônico várias vezes. Em todas elas, ele pedia desculpas, mas alegava que seu delicado estado de saúde o impedia de conceder a entrevista para o livro.

Por fim, quando eu já estava terminando o trabalho, dei um último telefonema, já quase sem esperanças de conseguir seu depoimento. Para minha felicidade e surpresa, ele finalmente aceitou conversar comigo. Abriu-me o coração e falou, com saudades e carinho, sobre seu relacionamento com Maysa.

Não sei se chegou a ler o livro. Espero que sim. Mas é bem provável que não, pois, quando o volume ficou pronto, a doença que o vitimou já se encontrava em estágio avançado. De qualquer modo, fica aqui o agradecimento público a Carlos Alberto. Algumas das páginas da biografia Maysa: Só numa multidão de amores só puderam ser escritas graças à sua generosa colaboração.

Maysa, em dois tempos

O amigo Thiago Mello, além de um grande pesquisador de música brasileira, é um apaixonado por Maysa. Do seu acervo de preciosidades, ele nos oferece abaixo dois vídeos marcantes da cantora, em diferentes momentos de sua carreira.

Primeiro, o fragmento de uma apresentação que ela fez, em 1960, na televisão japonesa, episódio que é descrito nas páginas 138 e 139 da biografia Maysa: Só numa multidão de amores.

O segundo é o trecho de um especial da TV Bandeirantes, de 1974. Nele, Maysa, em Maricá, responde a uma pergunta feita por Mister Eco, sobre se o amor estaria fora de moda. Em seguida, canta "Chuvas de Verão", de Fernando Lobo.

Arrepie-se.



sábado, 9 de junho de 2007

Biografia segue na lista dos mais vendidos

A biografia Maysa: Só numa multidão de amores aparece, pela segunda semana consecutiva, na lista dos mais vendidos da revista Veja. Na relação da Folha de S. Paulo, o livro também emplaca a segunda semana, subindo de oitavo para o sétimo lugar. Na lista do Jornal do Brasil, o livro já está na terceira semana e, desta vez, subiu do quinto para o terceiro lugar.









Maysa, no jornal Hoje em Dia (MG)





Um retrato emocionado e sincero da vida da cantora Maysa (1936-1977). Assim pode ser definido o livro Só numa multidão de amores, escrito pelo jornalista e pesquisador Lira Neto, publicado pela editora Globo.

Hoje em Dia, 8 de junho de 2007

Globo planeja minissérie sobre Maysa


No programa do Amaury Jr. do último dia 2 de junho, o filho de Maysa, Jayme Monjardim, falou do projeto da minissérie sobre a cantora na TV Globo.

Para assistir, clique aqui (no vídeo, vá direto no ponto 33:20 minutos).

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Feliz aniversário, Maysa



Hoje, quarta-feira, 6 de junho, é dia de aniversário de Maysa. Se estivesse viva, a cantora completaria 71 anos.

Para marcar a data, um post especial neste blog. Abaixo, a faixa de abertura do quase lendário álbum norte-americano de Maysa, Songs before dawn, de 1961, gravado pela Columbia dos Estados Unidos.

A música é "You better go now", de Irvin Graham e S. Bickley Reichner, canção que já contou com interpretações antológicas de Billie Holiday e Chet Baker.

Ouça e arrepie-se.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Feliz aniversário, Maysa



Hoje, quarta-feira, 6 de junho, é dia de aniversário de Maysa. Se estivesse viva, a cantora completaria 71 anos.

Para marcar a data, um post especial neste blog. Abaixo, a faixa de abertura do quase lendário álbum norte-americano de Maysa, Songs before dawn, de 1961, gravado pela Columbia dos Estados Unidos.

A música é "You better go now", de Irvin Graham e S. Bickley Reichner, canção que já contou com interpretações antológicas de Billie Holiday e Chet Baker.

Ouça e arrepie-se.

Maysa, na Folha Online




Biografia de Maysa entra na lista de livros mais vendidos no Brasil

Em meio à polêmica nacional em torno de biografias - autorizadas ou não-autorizadas -, um livro se destaca na lista de mais vendidos no Brasil. Maysa - Só Numa Multidão de Amores (ed. Globo) chega nesta semana ao ranking de não-ficção, no oitavo lugar.

O autor, Lira Neto, teve acesso aos diários da cantora, cuja morte completou 30 anos em janeiro. Ele mergulhou em seu arquivo particular, que lhe foi aberto pelo filho de Maysa, o diretor de cinema e televisão Jayme Monjardim.


Neto fez 200 entrevistas com pessoas que conviveram direta ou indiretamente com a cantora, desde colegas e professoras de escola a ex-namorados, músicos, cantores, compositores, empresários, amigos e parentes.


Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Maysa, na Cult


O que estou lendo

"Estou lendo Só numa multidão de amores, biografia de Maysa escrita pelo Lira Neto. Um livro que eu gostaria de ter escrito. O autor o cunhou com maestria, com o amor e com o detalhismo com que eu faria, sem resvalar para a pieguice ou para o sensacionalismo. E é muito bom a gente ver uma pesquisa bem-feita neste país de farsantes. Trata-se de uma pesquisa séria, um texto agradável e um perfil muito bem-feito. Lira fala com precisão da mulher à frente de seu tempo que Maysa foi, com todos os seus excessos e excentricidades, bem como de sua fragilidade afetivo-existencial, a da intérprete extraordinária em suas mais variadas facetas musicais. Tudo está lá, detalhado, elegantemente bem tratado, e ainda por cima com uma discografia detalhada ao final. Um livro imperdível."

Rodrigo Faour, pesquisador musical e autor do livro História sexual da MPB.

Revista CULT, junho de 2007

Maysa, na capa da Revista O Globo



No último domingo, a revista dominical do jornal O Globo trouxe uma matéria especial sobre os 40 anos do Canecão, tradicional casa de shows do Rio de Janeiro. Na foto da capa da revista, aparece Maysa. A escolha não foi à toa.

Maysa foi a primeira grande cantora a subir no palco do Canecão, quebrando o tabu de que artistas consagrados não podiam cantar em uma cervejaria, a preços populares.

O show de Maysa, em 1969, logo depois de ela retornar da Europa, marca não só sua volta definitiva ao Brasil, mas uma nova fase de sua carreira - o que aliás ficou registrado no disco Canecão apresenta Maysa, um de seus melhores trabalhos.

Ela havia partido do país gorda, com quase 100 quilos, e voltava esguia e linda. "Ela está parecendo Jane Fonda em Barbarella", comparou, à época, o jornalista Ney Machado.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Raridade: Maysa canta "Chega de saudade"

Em 1963, Maysa gravou um compacto duplo na França, pela gravadora Barclay. Em uma das faixas, incluiu um clássico da Bossa Nova, "Chega de saudade", de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. O disco nunca foi lançado no Brasil. Clique abaixo e ouça esta raridade do repertório de Maysa. (Cortesia de Sérgio Ximenes)

Maysa, no Diário do Nordeste





Uma boca e dois oceanos não-pacíficos

A partir de uma linguagem precisa, marcada por frases curtas, em períodos também curtos, o autor traça o perfil de uma das mais populares cantoras do Brasil que, principalmente nos anos 1960, reinou sozinha como uma de nossas vozes mais estonteantes.

CARLOS AUGUSTO VIANA

Utilizando a técnica do corte, através da qual alterna os episódios no tempo, num fluxo e refluxo, Lira Neto reconstrói a figura de uma mulher que encantou uma época e, ironicamente, sofreu desencantos e desencontros. O grande mérito do autor é o de nos pôr diante de uma mulher de carne e osso. Pelas linhas do livro, palmilha uma mulher viva, nem boa, nem má, tão-somente contraditória. Um ser absolutamente passional, para quem amor e loucura se entrelaçavam. Devorara garrafas de bebida, escrevia um quase sempre doloroso diário, alternava momentos de reclusão e boêmia, tédio e euforia, como se abrigasse em si o espírito romântico. O subtítulo do livro resume, de modo incisivo, o percurso de Maysa: "Só numa multidão de amores". Num mundo tão fascinado pelo novo, reencontrar o passado, pois toda uma época foi reconstruída, é, sobretudo, um alimento.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.


Ouça entrevista sobre a biografia Maysa: Só numa multidão de amores no programa Biblioteca Sonora, apresentado pelo diretor da Rádio USP, Marcello Bittencourt. O programa vai ao ar nesta segunda-feira, ao meio-dia, mas pode ser ouvido, a qualquer momento, no site da emissora. Para ouvir clique aqui.

sábado, 2 de junho de 2007

Maysa, na lista dos mais vendidos da Veja, Folha e JB


A biografia Maysa: Só numa multidão de amores entrou na lista dos mais vendidos da Veja e da Folha de S. Paulo, na categoria não-ficção:








Enquanto isso, o livro subiu de oitavo para quinto lugar na lista do Jornal do Brasil:



Maysa, no O Globo




Os muitos amores, a música, a depressão e os 30 anos da morte da cantora são retratados em novos livros

JOÃO MÁXIMO

Maysa acaba de se tornar a mulher mais biografada em livro de toda a história da música popular brasileira (depois, é claro, de Carmen Miranda). Primeiro, foi o perfil traçado em 2004 por José Roberto Santos Neves: Maysa (coleção "Grandes nomes do Espírito Santo", Contexto Editora). Agora, são dois volumes mais ambiciosos, lançados por ocasião dos 30 anos de sua morte: Meu mundo caiu — A bossa e a fossa de Maysa, de Eduardo Logullo (Editora Novo Século) e Maysa — Só numa multidão de amores, de Lira Neto (Editora Globo).

Esta grande personagem — tão grande quanto a cantora e bem maior que a compositora — está presente nos três livros. De forma singela, no de Santos Neves (resenhado pelo autor destas linhas no GLOBO de 21 de novembro de 2005). Apaixonada, no de Logullo. E realista, no de Lira Neto. A escolha do leitor fica por conta de até onde vai sua curiosidade por Maysa e de que modo prefere satisfazer essa curiosidade.

Se em linhas gerais, sem maiores aprofundamentos, vale o primeiro livro. Se o leitor aceita a romantização da história, melhor é o segundo. Mas, se quer mesmo saber quem foi Maysa, sua vida, sua música, seu tempo, o mundo em que viveu, tudo isso numa narrativa jornalística (os três autores, aliás, são jornalistas), deve ir direto ao terceiro.

É verdade que Lira Neto dispôs de trunfos valiosos a que os outros autores não tiveram acesso, o maior dos quais ter recebido de Jayme Monjardim, filho único de Maysa, um baú contendo preciosa memorabilia (segundo diz, mais de cem mil recortes de jornais e revistas, fotos raras e o diário íntimo que ela manteve dos 16 anos até a morte). Mas de nada adiantaria esse tesouro se o autor não soubesse administrá-lo e, mais que isso, enriquecê-lo com entrevistas, depoimentos, pesquisa. Como também de pouco adiantaria se Lira Neto não contasse sua história com a clareza que o jornalismo exige.

O Globo, 2 de junho de 2007.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Maysa, na lista dos mais vendidos da Veja



A biografia Maysa: Só numa multidão de amores entrou na lista dos mais vendidos da Veja, na categoria não-ficção: