quinta-feira, 31 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

É hoje

Memorabilia getuliana


No blog de Josélia Aguiar, Livros ETC, da Folha.com, uma entrevista sobre a memorabilia getuliana que venho colecionando ao longo da pesquisa para escrever a trilogia Getúlio. Para ler, clique aqui.

Entrevista para O Povo, de Fortaleza



Hoje, o jornal cearense O Povo traz entrevista sobre a pesquisa que deu origem ao primeiro volume da trilogia Getúlio. Para ler a matéria, assinada por Pedro Rocha, clique aqui.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Rádio Catete: "Comendo bola"


A música de hoje é mais uma marchinha, dessa vez de Jaime Redondo, Hekel Tavares e Luiz Peixoto. "Comendo bola", interpretada pelo próprio Jaime Redondo e lançada em 1929, faz troça com o então candidato Getúlio Vargas, que com o apoio de Minas Gerais disputava a eleição presidencial, pela Aliança Liberal, contra o paulista Júlio Prestes.

Para ouvir, clique na seta do player abaixo:

 

Comendo bola
Jaime Redondo, Hekel Tavares e Luiz Peixoto

Gaúcho, meu irmãozinho,
Meu irmãozinho mineiro,
Seu Julinho é que vai ser.

Porque esse tal de Julinho
É um caboclo brasileiro,
Brasileiro como quê.

Tudo mais é gauchada,
Tudo mais não vale nada.
Meu irmãozinho gaúcho.

Tu amarra as cavalhadas,
Vendo as coisas mal paradas,
Não aguenta com o repuxo.

Getúlio, você está comendo bola.
Não se mete com Seu Júlio,
Não se mete com Seu Júlio,
Que seu Júlio tem escola.

Atrás do liberalismo,
Ninguém vá nesse cinismo.
É potoca, é brincadeira.

Eu conheço muito tolo
Que acabou levando bolo,
E bateu na geladeira.

Eles pensam, Seu Julinho,
Que esse povo é um zé povinho,
Que isso é pau de galinheiro,

Que sem nota e sem carinho
O Brasil anda sozinho
Porque Deus é brasileiro.

Getúlio, você está comendo bola.
Não se mete com Seu Júlio,
Não se mete com Seu Júlio,
Que seu Júlio tem escola.

FONTE: Álbum duplo "O Ciclo Vargas: Uma visão através da música popular", Sesc-SP/Fundação Roberto Marinho, 1983.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Leia o prólogo de "Getúlio"


Quer ler o prólogo do primeiro tomo de "Getúlio"? O site da Companhia das Letras traz o texto em arquivo pdf, como um aperitivo aos leitores. Clique aqui.

O fim de uma discussão bizantina


O lançamento do primeiro volume da trilogia Getúlio, que sai pela Companhia das Letras, tem recebido boa acolhida por parte de especialistas do mundo acadêmico. No Estadão, a cientista social Maria Celina D’Araújo escreveu uma resenha bem positiva. Na Folha, a historiadora Marly Motta fez o mesmo. Os dois textos juntam-se ao de quarta-capa, assinado pelo historiador Boris Fausto.
E Gunter Axt, também historiador, responde pela revisão histórica do tomo.

O que me deixa mais contente nisso não são os elogios que Celina, Marly, Boris e Gunter - todos autores de referência quando o assunto é a Era Vargas - dispensam à obra. Mas, principalmente, a constatação de que felizmente a velha e bizantina oposição entre “historiadores x jornalistas que escrevem livros de história” está perdendo força e sentido.

Getúlio, na Folha e em O Globo



Neste final de semana, o primeiro volume da trilogia "Getúlio" foi destaque nas edições de Veja e do jornal carioca O Globo. Para ler trechos das duas resenhas, visite o hotsite www.biografiagetuliovargas.com.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Getúlio, na Folha e no Estadão


 
Os dois principais jornais paulistas - Folha de S. Paulo e Estadão - trazem hoje matérias sobre o primeiro volume da trilogia Getúlio.

No Estadão, Maria Celina D'Araújo, doutora em Ciência Política, assina uma resenha.

Na Folha, são duas páginas da Ilustrada sobre o livro. Como bônus, a versão online traz outra resenha, assinada por Marly Motta, doutora em História e pesquisadora do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas.  

Para ler o texto de Maria Celina D'Araújo, clique aqui.
Para ler a resenha assinada por Marly Motta, aqui.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Teaser da campanha de lançamento

Leia Getúlio. Entenda o Brasil:

 

"Getúlio": calendário oficial de lançamentos


São Paulo/SP
Quarta-feira, 23 de maio, às 19h30
Bate-papo com Fernando Morais e sessão de autógrafos Livraria da Vila — Fradique
Rua Fradique Coutinho, 915

Porto Alegre/RS
Segunda-feira, 28 de maio, às 19h30
Livraria Cultura — Bourbon Shopping Country
Av. Túlio de Rose, 80

Rio de Janeiro/RJ 

Terça-feira, 29 de maio, às 19h
Bate-papo com Mário Magalhães e sessão de autógrafos Museu da República – Catete
Rua do Catete, 153

Brasília/DF

Quarta-feira, 13 de junho, às 19h30
Bate-papo com Leonêncio Nossa e sessão de autógrafos Livraria Cultura — Shopping Center Iguatemi
SHIN CA 4, Lote A — Lago Norte

Fortaleza/CE
Quinta-feira, 14 de junho, às 19h30
Bate-papo com a jornalista Mariana Marques e sessão de autógrafos Livraria Cultura – Shopping Varanda Mall
Av. Dom Luís, 1010 – Meireles

Belo Horizonte/MG 

Segunda-feira, 25 de junho, às 19h30
Sesc Palladium — Espaço Multiuso
Av. Augusto de Lima, 420 — 4º andar

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Rádio Catete: "É sopa!"



As eleições de 1930 se transformaram em uma divertida partida de futebol, na marchinha "É sopa!", de Eduardo Souto, gravada em novembro de 1929 por Francisco Alves, o "Rei da voz".

O time A tem como capitão o "Seu Tonico", ou seja, Antônio Carlos, então governante de Minas Gerais (que pretendia concorrer ao pleito com as graças do Catete) ; enquanto o time B é liderado por "Seu Julinho", isto é, Júlio Prestes, governante de São Paulo (o candidato que acabou sendo escolhido para a chapa oficial).

O juiz é o "doutor Macaé", o presidente da República, Washington Luiz (embora a trajetória política de WL tenha sido toda em São Paulo, ele era fluminense de Macaé).

Na letra da música, Antônio Carlos é expulso de campo (na realidade, foi escanteado pelo Catete). E, assim, o time B - um combinado dos estados da Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul (a Aliança Liberal) - teve que contar com os dribles do novato "Getulinho".

"É sopa!", gritavam as respectivas torcidas.

Para ouvir, clique na seta do player abaixo:

 


É sopa!
Eduardo Souto

Vai começar o grande jogo para a conquista da taça oferecida pelo Catete Futebol Clube.
Combinado B: "captain" Seu Tonico.
Combinado A: "captain" Seu Julinho.
Juiz: doutor Macaé, muito digno presidente do Catete Futebol Clube.

Seu Tonico sem razão,
Ao juiz desatendeu,
E foi tal sua afobação,
Que a cabeça até perdeu.
O juiz, que é da barbada,
Seu Tonico pôs pra fora.
E gritou pra rapaziada:
Toca o bonde, tá na hora!

Pra vencer o combinado brasileiro.
Diz Getulinho: "É sopa, é sopa, é sopa".
Paraibano com gaúcho e com mineiro.
Diz o Julinho: "É sopa, é sopa, é sopa".

Foi pro gol o seu Tomé,
Bonde errado e sem coragem.
A torcida não fez fé.
Houve então bruta lavagem.
Pra jogar bem futebol
Só paulista e carioca.
Chova muito ou faça sol,
É no pau da tapioca.

Pra vencer o combinado brasileiro
Diz Getulinho: "É sopa, é sopa, é sopa".
Paraibano com gaúcho e com mineiro,
Diz o Julinho: "É sopa, é sopa, é sopa.

Fonte: LP "Revolução de 30: Uma visão através da música popular". Sesc-SP/Fundação Roberto Marinho, 1931.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Rádio Catete: "O Barbado... foi-se"


 

Clique na seta do player acima para ouvir a marchinha "O Barbado... foi-se", da autoria da dupla Dr. Boato e G. Ladeira. O tal Dr. Boato, na verdade, era o pseudônimo do irreverente Lamartine Babo.

A interpretação é de Almirante, com a Orquestra Guanabara. Gravação de novembro de 1930. Ou seja, mês em que Getúlio Vargas assumiu o Catete.

A letra é hilária. O "Doutor Barbado" era o apelido do presidente Washington Luiz, deposto pela chamada "Revolução de 30", o golpe de estado que levaria Getúlio ao poder - daí a citação na primeira estrofe ao "dia  3" [de outubro], data do estopim do movimento.

O assasinato de João Pessoa, o paraibano que era o vice na chapa derrotada de Getúlio à presidência da República, é o tema da segunda estrofe. A composição da Aliança Liberal, formada por Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba, explica as referências aos três estados.

E, como não poderia deixar de ser, Lamartine cita o obelisco da avenida Rio Branco, na então capital federal, Rio de Janeiro, onde os gaúchos amarraram seus cavalos para simbolizar a tomada do poder.

E por que a referência ao "telegrama"? Ora, a "Revolução de 30" foi palco de algumas batalhas acirradas e de uma série de mortes. Mas a verdadeira guerra foi de bastidores, na troca de mensagens telegráficas secretas entre os principais personagens envolvidos.

Confira:

O Barbado... foi-se
G. Ladeira - Dr. Boato

De Sul a Norte,
Todos viram a intrepidez
De um Brasil heróico e forte
A raiar no dia 3.

A Paraíba,
Terra santa, terra boa,
Finalmente está vingada,
Viva o grande João Pessoa!

Doutor Barbado,
Foi-se embora,
Deu o fora.
Não volta mais.
Não volta mais.

A mineirada,
Lá da terra da coalhada,
Faz prender a carneirada
Nos sertões da Mantiqueira.

O Rio Grande,
Sem correr o menor risco,
Amarrou por telegrama
Os cavalos no obelisco.

Doutor Barbado,
Foi-se embora,
Deu o fora.
Não volta mais.
Não volta mais.

Fonte: LP "Revolução de 30: Uma visão através da música popular". Sesc-SP/Fundação Roberto Marinho, 1931.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Agenda de lançamentos


Este é o calendário prévio de lançamentos do volume 1 da trilogia "Getúlio":

Dia 23 de maio - São Paulo (Livraria da Vila - Vila Madalena)
Dia 28 de maio - Porto Alegre (Livraria Cultura)
Dia 29 de maio - Rio de Janeiro (Palácio do Catete)
Dia 13 de junho - Brasília (Livraria Cultura)
Dia 14 de junho - Fortaleza (Livraria Cultura)

A confirmar data/local: Belo Horizonte.

 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Getúlio, por Sioma Breitman


Durante o tempo em que me dedico a pesquisar a vida de Getúlio Vargas, tenho valorizado sobretudo as fontes primárias. Nesse aspecto, os documentos de época fornecem a coluna vertebral e a musculatura da obra.

No garimpo de fontes, sempre fico atento aos mais variados suportes. De marchinhas de carnaval a inquéritos judiciários, de despachos diplomáticos a santinhos de campanha, de jingles a correspondências privadas, tudo ajuda a contar melhor a história, conferindo-lhe relevo, colorido e conteúdo.

As fotografias, porém, são sempre ricas de significados. O primeiro tomo da trilogia Getúlio trará dois cadernos de imagens. Algumas das fotos são inéditas.

A imagem acima mostra o então presidente estadual (cargo equivalente ao de governador, à época) Getúlio Dornelles Vargas em sua mesa de trabalho. O clique é de autoria de um dos maiores nomes da fotografia brasileira de todos os tempos: Sioma Breitman.

Ucraniano radicado no Rio Grande do Sul, Sioma acompanhou Getúlio Vargas em vários momentos de sua vida. A cada novo encontro com o fotografado, levava no bolso a mesma imagem que registrara em 1929. Pedia então para que Getúlio a autografasse.

Assim, na foto que me chegou às mãos por gentileza do filho de Sioma - Samuel Breitman -, a assinatura de Getúlio vem acompanhada pelas seguintes datas: 1929, 1940, 1942, 1950 e 1952. Em todos esses anos, registraram-se acontecimentos marcantes na biografia do mais controvertido personagem da vida política nacional.

A Sioma Breitman e seu enorme talento, minha modesta homenagem. A Samuel Breitman, fiador do espólio paterno, meu agradecimento e minha admiração, pela generosidade e pela percepção da relevância histórica da obra deixada pelo pai aos brasileiros.

O primeiro tomo de Getúlio trará outras imagens do grande mestre da fotografia. Sioma nasceu na Ucrânia em 1903. Morreu em 1980, aos 76 anos.

domingo, 6 de maio de 2012

"Leia Getúlio. Entenda o Brasil"



Anúncio de meia página publicado na revista Piauí, edição de maio, que acaba de chegar às bancas. Criação da agência EC.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A quarta-capa de "Getúlio", por Boris Fausto



O primeiro volume da trilogia Getúlio, que chega este mês às livrarias, traz na quarta-capa um texto escrito pelo historiador Boris Fausto, autor de A Revolução de 30: Historiografia e História, obra considerada um clássico no tema. Leia no hotsite da biografia, aqui.