domingo, 3 de setembro de 2017

O príncipe da escuridão



Passou um tanto quanto batido por parte da imprensa brasileira o recente lançamento, via Netflix, de um documentário perturbador: "Get Me Roger Stone". O filme reconstrói a trajetória de um dos mais sórdidos operadores do vale-tudo em que se transformou a política contemporânea.

Apelidado pelos adversários de Príncipe da Escuridão, cognome do qual ele próprio se vangloria, o lobista e estrategista Roger Stone é tido por observadores da imprensa americana como um dos principais responsáveis pela ascensão de Donald Trump à Casa Branca.

Adepto da pós-verdade, semeador de intrigas, vaidoso de suas habilidades para exercer o cinismo em altas doses, Stone se define como um "agente provocador". Aos que o acusam de falta de ética e de abusar dos golpes baixos, contrapõe: "Aqueles que dizem que não tenho princípios são perdedores amargurados".

Com peitoral e braços bombados em sessões de musculação, envergando figurinos extravagantes e sapatos lustrosos, ele é um prosélito das próprias regras de conduta, consubstanciadas em uma série de sentenças que batizou pomposamente de "Stone's Rules". Entre elas, uma de suas favoritas: "É melhor ser infame do que nunca ser famoso".

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Texto publicado na Folha de S. Paulo em 03/09/2017.
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