quarta-feira, 24 de junho de 2015

Da agenda em setembro


Pauliceia Literária divulgou a programação deste ano, que homenageará o psicanalista - e, hoje, o principal escritor de romances policiais do país - Luiz Alfredo Garcia-Roza. 

Fui escalado para o evento, que ocorrerá em setembro, e dividirei a mesa "Galerias da História" com o colega Mário Magalhães, autor de "Marighella - O guerrilheiro que incendiou o mundo". 

Nomes como Leonardo Padura, Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Carlos Heitor Cony, Bernardo de Carvalho, Ruy Castro e Leandro Sarmatz também estão entre os convidados. A curadoria é de Manuel da Costa Pinto.

Leia matéria do Estadão aqui

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Liberou geral?

Artigo publicado na edição de hoje da Folha de S. Paulo:




Decisão do Supremo sobre biografias não é ‘liberou geral’


Constituição ainda defende cidadãos contra balela e inverdades publicadas
Lira Neto
Especial para a Folha

“Quer dizer que agora vale tudo, liberou geral?”, indaga-me um colega, após o resultado da votação no Supremo Tribunal Federal que liberou a publicação das biografias não autorizadas no país. “Vai haver uma enxurrada de biografias no mercado?”, ele quer saber. “O que irá mudar, particularmente, no seu trabalho?”, questiona-me.
Não, por certo, não vale tudo, caro colega. Os mesmos critérios éticos e o mesmo rigor de apuração continuam obrigatórios ao trabalho de um biógrafo que se preze.
Quaisquer indivíduos – e, por extensão, seus respectivos herdeiros – que se sintam caluniados, difamados, alvo de ataques desonestos e vilanias continuam tendo o direito a cobrar, na Justiça, a severa punição ao caluniador, ao autor da difamação, ao promotor da desonestidade.
O que o Supremo aboliu, em decisão histórica e antiobscurantista, foi a censura prévia, a necessidade de o autor ter que pedir, a priori, a autorização do biografado (ou de seus familiares) para escrever um livro que lhe tomará, no mínimo, entre três e cinco anos de trabalho. Continuam a valer, óbvio, todos os mecanismos constitucionais em defesa dos cidadãos contra o embuste, a balela e as inverdades publicadas em letra de forma.
O biógrafo mentiu? Processe-se o biógrafo. Que ele seja levado às barras dos tribunais. “Erros corrigem-se segundo o direito, não é se abatendo liberdades conquistadas que se segue na melhor trilha democrática traçada com duras lutas. Reparam-se danos nos termos da lei”, disse, didática, a ministra Carmen Lúcia, relatora da ação, em seu voto no STF.
No primeiro momento, com a decisão unânime do Supremo, biografias engavetadas virão à luz, às prateleiras das livrarias e, enfim, às mãos dos leitores. Porém, não acredito em “enxurradas” de novos títulos como consequência automática. Escrever uma biografia demanda tempo, investigação minuciosa, pesquisa austera.
Quanto a mim, a decisão do STF – “a vitória da luz sobre as trevas”, como definiu o amigo Fernando Morais – em pouco ou nada alterará o cotidiano de trabalho. Jamais pedi, por exemplo, autorização à família Vargas para escrever sobre Getúlio.
Sempre entendi que a narrativa da vida de uma personalidade pública não pertence apenas a ela, e muito menos aos seus familiares. Ela é patrimônio de nossa memória coletiva, de nossa história comum. Todos nós, queiramos ou não, somos herdeiros dela.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

"Getúlio" ganha prêmio da APCA


O ano termina com mais uma boa nova: o terceiro volume de Getúlio ganhou o prêmio da prestigiada Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), eleito a melhor biografia publicada no país em 2014.

O livro já havia obtido o primeiro lugar do Prêmio Jabuti, também na categoria biografia.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Duas leituras, duas interpretações


De um lado, o tucano Alberto Goldman, no site do PSDB. De outro, Ricardo Kotscho, ex-assessor de Lula, no blog que mantém no R7. 
Ambos terminaram de ler o terceiro e último volume da biografia Getúlio. Cada um, a seu modo, e sob perspectiva específica, compara a crise de 1954 com os cenários contemporâneos da vida política nacional.