Padre Cícero

Padre Cícero
Poder, fé e guerra no sertão

Maysa

Maysa
Só numa multidão de amores

Castello

Castello
A marcha para a ditadura

Alencar

Alencar
O inimigo do rei

Dos arquivos secretos do Vaticano

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010



Este selo, o do arquivo secreto do Vaticano, está presente em parte da documentação que utilizei para escrever "Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão", lançado pela Companhia das Letras. Durante a fase de pesquisa e investigação, consultei papéis confidenciais que me foram repassados por fontes privilegiadas e que me ajudaram a contar a história de Cícero Romão Batista com mais riqueza de informações e detalhes.

Um exemplo, entre tantos outros, do material contido no arquivo secreto do Vaticano a respeito de Padre Cícero é o decreto do Santo Ofício - a antiga inquisição - datado de 17 de agosto de 1898. Semanas antes, Cícero fora interrogado pelos próprios cardeais inquisidores, em Roma. "Que o reverendo Cícero não seja mais admitido à pregação da palavra de Deus, a ouvir confissões das almas sem especial licença do Santo Oficio", determinou o texto do decreto, cuja primeira página está reproduzida abaixo. Clicando na imagem, é possível vê-la ampliada.

Juazeiro resiste ao ataque



Na foto, homens - entre eles beatos, populares, jagunços e cangaceiros - pegam em armas para defender Juazeiro do ataque promovido pelas forças estaduais em 1914. A trincheira, assim como a grande vala que Padre Cícero batizou de "Círculo da Mãe de Deus", foi construída pela própria população da cidade. Testemunhas da época afirmam que mulheres e crianças, com garfos, colheres e baldes, ajudaram a preparar a defesa, auxiliando os homens a cavar a terra e a erguer os montes de areia em torno de Juazeiro.

Esta foto, do arquivo de Renato Casimiro e Daniel Walker, não entrou na edição final do livro Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão, que traz uma série de outras imagens de época, inclusive várias da chamada Sedição do Juazeiro.

Carta de Padre Cícero narra "milagre"



Aqui estão as primeiras páginas de uma carta que Padre Cícero escreveu, em janeiro de 1890, ao então bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira. Na carta, Cícero, pela primeira vez, narrava por escrito a dom Joaquim os alegados fenômenos que estariam ocorrendo à época com a beata Maria de Araújo. É a cena do chamado "milagre de Juazeiro", descrita pelo próprio sacerdote.

"Passei toda a noite confessando homens na igreja, onde passaram também orando seis ou oito mulheres que faziam parte da irmandade. Com pena delas, interrompi o trabalho para despachá-las, dando-lhes a comunhão das quatro e meio para cinco horas", diz um trecho da carta, com a pontuação e a ortografia devidamente adaptadas para a linguagem corrente.

Maria de Araújo era a primeira da fila entre as mulheres que iriam comungar. "A sagrada forma, logo que a depositei na boca [da beata], imediatamente transformou-se em porção de sangue, que uma parte ela engoliu servindo-lhe de comunhão e outra correu pela toalha até o chão", descreve Cícero.

"Eu não esperava [por isso] e para continuar as confissões interompidas, que eram ainda muitas, não prestei atenção desta vez e, por isso, não apreendi o fato na ocasião em que se dava. Porém, depois que depositei a âmbula no sacrário, ela [Maria de Araújo] veio entender-se comigo, cheia de aflição e vexame de morte, trazendo a toalha dobrada, para que não vissem, e levantando a mão esquerda, onde nas costas havia caído um pouco do mesmo sangue que corria pelo braço, ela com temor de tocar com a outra mão naquele sangue [...] conservava um certo equilíbrio para não gotejar no chão".

Cícero descartava, na carta ao bispo, a hipótese de embuste e afirmava a crença em um suposto milagre: "Eu, que conheço a sinceridade e simplicidade desta criatura - desde a idade de dez anos que a confesso -, [...] sequer tinha dúvida da verdade que via".

O original da carta encontra-se no arquivo da Diocese do Crato (CE). Na pesquisa para o livro Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão, tive acesso a uma coleção de cerca de 900 cartas do mesmo acervo.

A história e a geografia de Padre Cícero

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010




Duas revistas segmentadas trazem, neste mês de fevereiro, matérias realacionadas à biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão.

Para a Horizonte Geográfico, respondi a uma breve entrevista sobre os motivos que me levaram a escrever o livro e sobre como a obra está sendo recebida pelos devotos e pelos detratores de Padre Cícero.

Na História Viva, o material é mais alentado. Em três páginas, respondo às interrogações da repórter Solange do Espírito Santo.

Em ambos os casos, as entrevistas foram bem editadas e reproduzem, com fidelidade, o que falei aos colegas jornalistas. Nenhuma das duas publicações disponibiliza o conteúdo integral da edição impressa aos internautas.

Portanto, vamos às bancas.

A reabilitação de Padre Cícero já começou

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010



Fico sabendo, por meio de reportagem do repórter Antônio Vicelmo, publicada hoje pelo Diário do Nordeste (Fortaleza-CE), que uma imagem de Padre Cícero acaba de ser colocada logo na entrada da catedral da cidade do Crato. É mais um indício de que a reabilitação oficial do sacerdote, que morreu proscrito pela Igreja Católica, caminha a passos objetivos e largos.

Desde 2001, por iniciativa do então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, a Santa Sé estuda a possibilidade de "anistiar" Cícero post mortem, de todas as penas que lhe foram impostas em vida.

Até então, era absolutamente impossível imaginar uma imagem de Cícero em um templo católico, particularmente na catedral do Crato, cujo clero historicamente atribuía à figura do padre a pecha de semeador de fanatismos e de explorador da fé.

A reabilitação de Padre Cícero pela cúpula da Igreja Católica tem como pano de fundo o avanço das igrejas evangélicas no Brasil, conforme demonstro no livro Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão (Companhia das Letras).

Para ler a matéria do Diário do Nordeste, clique aqui.

Padre Cícero, o filme: drama, história e aventura

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010



Padre Cícero, cinebiografia inspirada no livro do jornalista Lira Neto, deve chegar às telas até 2012, com direção de Sérgio Machado.
(...)


Padre Cícero - longa sobre a controversa figura do padre que foi excomungado pela Igreja, se tornou político e todos os anos atrai milhões de romeiros a Juazeiro do Norte (CE) - deve ter uma pegada western. É o que afirmam seu diretor, Sérgio Machado, e o produtor, Rodrigo Teixeira. "Vamos fazer um faroeste a la Sergio Leone", brinca Teixeira, referindo-se ao diretor italiano que popularizou o western spaghetti, faroeste feito por italianos.

"Vai ser um filme de aventura, e um drama. Não vai ser um longa restrito aos devotos de Padre Cícero", diz Machado. É ele que, traçando um breve histórico do casamento entre cinema e religião no Brasil, cita possíveis - e promissoras - referências para os novos diretores. São elas os antológicos Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1962.


Para ler a matéria completa, clique aqui.

Padre Cícero na "Trópico"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010



"O livro de Lira Neto faz uma boa reconstrução dessa longa trajetória [de Padre Cícero], dispensando o leitor de recorrer à vasta literatura controversa sobre o 'milagre'. Tem ainda o dom de chamar a atenção para os movimentos que a Santa Sé faz para usar esse legado histórico contra o avanço evangélico, tornando-se, assim, um livro de atualidade".

Para ler o texto na íntegra, assinado por Carlos Alberto Dória, clique aqui.

Adorado e odiado, Padre Cícero continua em busca da reabilitação



(Por Fábio Piperno, da Band News)

Inserir o controverso Padre Cícero nos limites de um rótulo seria um milagre ainda mais improvável do que a concretização da profecia de que o sertão vai virar mar. Santo e demônio, sertanejo e coronel, religioso proscrito e político influente. Cícero Romão Batista foi um personagem multifacetado, produto de uma época turbulenta, em que uma ainda jovem República tentatava se consolidar.

A fé em Deus e a obediência ao Padre Cícero se confundiam em um sertão desamparado, até então submetido às leis dos coronéis e às regras da Igreja Católica. Homem da fé e mais tarde da política, o religioso foi santificado em vida pelas populações mais humildes com a mesma intensidade com que foi demonizado pelas lideranças constituídas da Igreja.

"Padre Cícero foi astuto e sagaz o suficiente para sentar à mesa das elites agrárias e se tornar parte dela", explica o jornalista e escritor Lira Neto autor de Padre Cícero, Poder, Fé e Guerra no Sertão (Cia. Das Letras), obra que relata a vida e as diversas facetas de um dos mais controvertidos religiosos da história do país.

Para os cardeais com quem conviveu e permaneceu em atrito até o leito de morte, foi um falso milagreiro, messiânico e incentivador do fanatismo. Mas a Igreja que imolou Cícero em vida foi a mesma que não hesitou em reivindicar parte de seu espólio. Dono de uma considerável fortuna construída à base de doações condenadas por autoridades eclesiásticas, Padim Ciço foi pressionado perto do dia do juízo final a refazer seu testamento e nomear a Igreja Católica como grande beneficiária.

Pragmática, a Igreja soube separar a condenação canônica da questão material. O padre desceu à sepultura sem o desejado perdão que restituísse suas ordens sacerdotais, ao mesmo tempo em que enriqueceu o patrimônio de uma Igreja que tanto censurou suas práticas. Quase 76 anos após a morte e eternizado pela devoção popular, Padre Cícero continua um tabu para a Igreja Católica que agora discute sua reabilitação.

Ainda proscrito, se mantém como um obstáculo ao avanço de outras religiões no sertão do nordeste, universo em que propagou milagres, patrocinou acordos de paz e de guerra, em que sobreviveu ao combate a Antonio Conselheiro, em que adotou o bando de Lampião para um combate jamais ocorrido à Coluna Prestes e onde morreu como mito. "Padre Cícero não foi santo, nem demônio. Talvez, como qualquer um de nós, encarne as duas facetas", afirmou Lira Neto em entrevista para o bandnewstv.com.br (Fábio Piperno).

Para ouvir o áudio da entrevista, clique aqui.

De volta à lista dos mais vendidos

sábado, 23 de janeiro de 2010



"Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no sertão" retorna à lista estendida dos livros mais vendidos, segundo a Veja. É a quarta semana que o livro aparece na relação.

Daniel Piza: "Os melhores do ano"

terça-feira, 19 de janeiro de 2010



"Grandes personagens têm ficado mesmo para as biografias, gênero ainda em alta. Terminei de ler Padre Cícero, de Lira Neto, muito satisfeito: ele nos mostra em detalhes o que se passava no sul do Ceará quando esse misto de clérigo e coronel passou a defender costumes antes proibidos como as romarias em público, atraindo para si fiéis entre os deserdados pela Igreja e pela sociedade. O bom biógrafo mostra defeitos justamente porque faz um esforço de compreensão." (Daniel Piza, no O Estado de S. Paulo)

Para ler o texto completo, clique aqui.

"Biografia é, sim, voyerismo"

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010



O repórter Fernando Zamith, da Jovem Pan, de São Paulo, conversou comigo sobre o livro "Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão".

Ouça a entrevista clicando aqui.

Entrevista ao Diário do Nordeste

sábado, 2 de janeiro de 2010




O jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza (CE), publica na edição deste domingo, 3 de janeiro, uma longa entrevista sobre Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão.

Confira a íntegra da entrevista clicando nos links abaixo:

Parte 1
Parte 2
Parte 3

"Danado de bom", diz Tribuna do Norte



Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão, do escritor Lira Neto (Companhia de Letras) é o tal do livro que dá gosto o sujeito ler, um prazer danado de bom. Foi o que senti nestes últimos dias do ano que passou. Nem dei conta que são 557 páginas. A profunda e rica biografia do padre é escrita no estilo de uma bem elaborada reportagem. O autor, cearense, atualmente radicado em São Paulo, é jornalista, tem 46 anos de idade e uma obra de peso na literatura brasileira, incluindo aí um Prêmio Jabuti (2007) com o livro O inimigo do Rei: Uma biografia de José Alencar”.

Para ler o texto completo do jornalista Woden Madruga, clique aqui.

Padre Cícero na Globo News

domingo, 27 de dezembro de 2009



Assista aqui ao programa "Almanaque", da Globo News, sobre Padre Cícero, apresentado originalmente neste sábado, 26 de dezembro de 2009. Um bate-papo informal e agradável com a repórter Mônica Sanches. Confira abaixo:


Ouça entrevista à Rádio Cultura

sábado, 19 de dezembro de 2009


O programa Galeria, apresentado diariamente pela Rádio Cultura Brasil, de São Paulo, entrevistou-me na quarta-feira, 16 de dezembro, sobre Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão.

A íntegra da conversa está disponível no site da emissora. Para ouvir, clique aqui.

Leia a íntegra do chat no Terra


Na quarta-feira passada, 16 de dezembro, participei de um bate-papo virtual com os internautas do portal Terra. O assunto foi a biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão.

Para ler a íntegra da conversa, clique aqui.

O Globo: "Em ritmo de thriller"


"A biografia [Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão] surpreende também por mostrar, em ritmo de thriller, o mistério que envolve os milagres de Juazeiro atribuídos a Cícero e à beata Maria de Araújo, que transformava em sangue a hóstia recebida em comunhão das mãos do padre."

(O Globo, edição de 19 de dezembro de 2009. Leia aqui)

Site da editora traz trechos e fotos

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009



No site da Companhia das Letras é possível ler um trecho e ver várias fotos da biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão.

Para acessar, clique aqui.

Padre Cícero na Playboy


"Apoiado em extensa pesquisa, Lira Neto conta a história do padre Cícero Romão Batista (1844-1934), um dos mais influentes personagens da história do país".
Cotação: Muito Bom
(Playboy, edição de dezembro)

Terceira semana no ranking da Veja

domingo, 13 de dezembro de 2009



A biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão aparece pela terceira semana consecutiva na lista estendida dos livros mais vendidos no país, segundo a Veja.

JB: "Texto fluente e bem cuidado"



Leia trecho da matéria publicada no caderno "Idéias e Livros" do Jornal do Brasil:

"A biografia Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão, escrita pelo jornalista Lira Neto – uma estudada narrativa em mais de 500 páginas – só se tornou possível graças a dois anos de pesquisa, incluindo a consulta a mais de 900 cartas e telegramas, arquivos da Cúria do Crato e documentos secretos do Vaticano e do Santo Ofício. Lira Neto – também biógrafo da cantora Maysa, do escritor José de Alencar e do general-presidente Castello Branco – soube utilizar o material inédito para sintetizar, em texto fluente e bem cuidado, as múltiplas dimensões do beato sertanejo: padre rebelde e devoto caboclo, político astuto e líder gentil, persuasivo e influenciável; missionário, romeiro e santo."

"O livro vem a público em meio ao processo de reabilitação do personagem pela Igreja Católica, e não é indiferente a isso. Dividido em duas partes – 'A cruz' e 'A espada' – contextualiza no prólogo e epílogo a história recente do religioso, tido por dom Fernando Panico, atual bispo do Crato, como 'um antivírus contra o avanço das seitas evangélicas'. Para o papa Bento XVI, que ordenou a revisão do processo do Santo Ofício (atual Congregação para a Doutrina da Fé, comandada até 2005 pelo então cardeal Joseph Ratzinger) contra padre Cícero, o estímulo às romarias é parte importante da estratégia da Igreja no Brasil."

"Situado em posição privilegiada para colaborar com a possível canonização de Cícero, Lira Neto preferiu fazer bom jornalismo."

Para acessar a matéria na íntegra, clique aqui.

Daniel Piza comenta biografia

sábado, 12 de dezembro de 2009



Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão é o "livro da semana" no comentário do jornalista Daniel Piza. Ouça podcast aqui.

Livro ajuda ou atrapalha reabilitação?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Leia a opinião de dom Fernando Panico, bispo do Crato, a respeito da repercussão da biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão para o processo de reabilitação canônica de Cícero Romão Batista:


Ajudará? Atrapalhará?

DOM FERNANDO PANICO
Bispo do Crato

Mais um novo livro sobre Padre Cícero estava sendo escrito. Que surpresas ele nos reservaria?

O advento de algo novo sobre Padre Cícero, pela experiência já vivida por este povo do Nordeste do Brasil, a quem me compete cuidar como Pastor, confesso, me deixava apreensivo.

Ainda mais quando foi o próprio Departamento Histórico da Diocese que disponibilizou todos os documentos ao escritor. Ainda mais quando sabemos que estes mesmos documentos já foram causa de muita polêmica, de muita leitura e escritura manipulada, de muito jogo de poder, de muita disputa pelo monopólio da verdade... como se a verdade pudesse ser monopolizada por alguém ou por um grupo.

O nosso desejo era, a nossa ansiedade era para que, em mais uma nova obra, pudéssemos descortinar mais um pedacinho da verdade... desvelar, mais um pouco, o que estava escondido... iluminar mais ainda esta nossa realidade de uma riqueza sem fim, mas muito complexa, intrincada, cujo emaranhado poderia levar para caminhos assustadores; uma realidade arrebatadora, mas delicada pois, em última análise estamos tecendo a fina renda do que foi a história de fé de um povo que lutou, e luta ainda hoje para, com a liberdade de filhos de Deus, visitar a Mãe das Dores e o Padrinho Cícero, no lugar sagrado: Juazeiro do Norte. No lugar que Jesus mesmo disse a Maria de Araújo, que queria que fosse um lugar de salvação para as almas. E é.

Que história este escritor escreveria? Como ele utilizaria os documentos? Um jornalista agnóstico.... que compromisso ele poderia ter com um assunto eminentemente religioso? Com um padre? Com os romeiros?

Essas perguntas afligiam meu coração de Bispo. Também porque este livro, publicado por uma grande editora, poderia ter repercussão na Santa Sé onde se processa o pedido de reabilitação do Padre Cícero? Ajudaria? Atrapalharia?

As entrevistas dadas pelo jornalista antes do lançamento do livro não eram muito animadoras para meu coração. Dizia ele que sua intenção era escrever um retrato de um homem, nem santo, nem impostor... tanto que, originalmente, o livro deveria se chamar apenas “Cícero”. Que outros muitos conflitos, dentro e fora da Igreja, este livro causaria?

Já comecei a ler o livro e com muito interesse. A leitura é mesmo envolvente: a linguagem agradável, clara e me parece que faz bom uso da documentação. O meu tempo é que não é amigo e não me deixa ficar em companhia do livro o quanto eu gostaria.

Efetivamente estou tranquilo, pelo que li até agora, que o compromisso e a responsabilidade do autor são confiáveis. Mais do que isso, como jornalista sério, me parece que procura mostrar os dois lados da moeda. Não esconde o que (mesmo com o perigo de sermos anacrônicos) aos nossos olhos hoje poderia ser avaliado como um comportamento desabonador e, na mesma pessoa, mesmo que seja ou Padre Cícero ou Dom Joaquim, o lado bom do personagem.

Como eu dizia, numa história complexa com é a nossa em Juazeiro, é muito importante a preocupação de não fazer uma leitura unidimensional dos fatos, mas tridimensional ou até mesmo, holográfica. Isso se pode perceber.

Alguém me dizia: “quando eu lia o livro, parece que ouvi, em alguns momentos, o grito enraivecido de Dom Joaquim.” O fato de o autor ser agnóstico não o impede de relatar os fatos religiosos com acuidade e verdade. Não percebi, até agora, interpretações tendenciosas ou ideológicas. É mesmo um contador de história. Um bom contador de uma boa história.

* Texto originalmente lido por dom Fernando Panico durante o lançamento da biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão em Juazeiro do Norte, em 2 de dezembro, no auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste.

Biografia sobe três posições

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009



A biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão subiu três posições na lista estendida dos livros mais vendidos no país, na categoria não-ficção, segundo a Veja. Na semana passada, estava em 15º lugar. Agora, aparece em 12º.

Diário Catarinense: "Perfil fascinante"

"Se a história transformou o Padre Cícero em mito, o jornalista Lira Neto tratou de trazê-lo de volta ao mundo dos homens com a recém-lançada biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão"

"Ao final de uma década de pesquisas esparsas e dedicação total ao tema nos últimos dois anos e meio, o autor – que se consolida como um dos principais biógrafos do país – oferece um perfil fascinante do contraditório Cícero."

Leia matéria completa clicando aqui.

Estadão: "Vigorosa obra literária"



"Cícero Romão Batista é objeto de uma vigorosa obra literária. O livro, envolvente e detalhista, já entrou nas listas dos mais vendidos deste final de ano e seu ritmo chamou a atenção do cinema. A produtora brasileira RT/features comprou os direitos para a tela grande, e o diretor será Sérgio Machado (de Cidade Baixa). A obra chega em momento chave do processo de reabilitação histórico-eclesial do padre pelo Vaticano, conforme afirmou ao Estado o bispo italiano Fernando Panico, da Diocese do Crato."

Leia matéria completa clicando aqui.

O Povo: "Entre crenças e polêmicas"



"Para decifrar as ambivalências e contradições da personalidade de Cícero Romão Batista, Lira Neto recorreu a uma série de documentos inéditos."

Leia a matéria completa publicada pelo jornal O Povo, de Fortaleza (CE), clicando aqui.

DN: "Padre Cícero reabilitado"



"O jornalista cearense Lira Neto mergulha no universo de um dos personagens mais complexos do Nordeste: Padre Cícero Romão Batista".

Leia matéria completa publicada na edição de 8 de dezembro de 2009 no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza (CE). Clique aqui.



Livro ganha primeira reimpressão

terça-feira, 1 de dezembro de 2009



A biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão já ganha a primeira reimpressão. A tiragem inicial, de 20 mil exemplares, precisou ser reforçada com mais outros 10 mil, que chegarão nos próximos dias ao mercado para repor estoques nas livrarias de todo o país. Na noite de lançamento em Recife, a Megastore Saraiva vendeu todos os exemplares disponíveis na loja.

"Minuciosa pesquisa"



"Lira Neto fez uma minuciosa pesquisa a respeito de padre Cícero. Vasculhou acervos, jornais, cartas e ampla bibliografia sobre o religioso que foi acusado de mistificador, aproveitador das crenças do povo, de ser dono de ideias religiosas pouco ortodoxas.

(...)

O estilo de Lira Neto é agradável de ler. Objetivo, o jornalista demonstra uma incrível capacidade de condensação e edição, atendo-se aos momentos mais importantes da querela religiosa de Padre Cícero."

(Texto publicado em 1 de dezembro de 2009 no Jornal do Commercio, de Recife. Assinantes do UOL e do JC podem ler o texto na íntegra aqui.)

Entrevista à Rádio CBN

domingo, 29 de novembro de 2009



"Biografia analisa documentos históricos para contar a controversa história de Padre Cícero".
Ouça entrevista concedida por Lira Neto à Radio CBN, de São Paulo, clicando aqui.

Diário de Pernambuco: "rigor e estilo"

sábado, 28 de novembro de 2009



"Se fosse ficção, a história do Padre Cícero já seria mirabolante. Não sendo, torna-se mais espantosa ainda".

"Lira Neto é o talento da vez na tendência aberta por Fernando Morais e Ruy Castro: a de jornalistas que se dedicam a biografias, produzindo narrativas que aliam rigor investigativo a estilo jornalístico."

(Vandeck Santiago, Diário de Pernambuco, 29 de novembro de 2009)

Para ler matéria completa, clique aqui.

Entre os mais vendidos


Na Veja, a biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão entrou na lista estendida dos livros mais vendidos da semana em todo o país. Para ver a lista completa, clique na imagem abaixo:






Novos trechos do podcast

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Ouça mais dois trechos do podcast de Lira Neto, autor de Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão, no site da Livraria da Folha. Clique aqui.

Biografia vai ao Vaticano e ao cinema

terça-feira, 24 de novembro de 2009


"Em Juazeiro do Norte (CE), é possível comprar nas feiras de rua pequenos bonecos com a imagem do adorado Padre Cícero fabricados na China: eles cantam ao apertar de um botão. Sim, o padre é pop. Mas ainda busca redenção junto à Igreja, 75 anos após sua morte. Cícero foi afastado da hierarquia católica ainda em vida, em 1892, após uma polêmica envolvendo supostos milagres em Juazeiro. A tarefa de reincoporá-lo à tradição acaba de ganhar reforço de uma biografia, Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão (576 págs., 49 reais, Companhia das Letras), escrita pelo jornalista cearense Lira Neto."

Para ler a matéria completa, clique aqui.



 

2009 ·Lira Neto by TNB