quarta-feira, 4 de junho de 2014

Do prazer como método de trabalho




Alguns amigos dizem que devo ter certa compulsão pelo trabalho. Desde a publicação de Castello: A marcha para a ditadura, em 2004, tenho emendado um livro no outro, quase sem intervalos para descanso. 

Pois bem. Ontem, almocei com Luiz Schwarcz e Otávio Costa, respectivamente publisher e editor da Companhia das Letras, para brindarmos a entrega dos originais do terceiro e último volume da biografia Getúlio, a ser lançado em agosto.

Havia me programado para, durante os próximos dois meses, curtir merecidas férias, depois de cinco anos escarafunchando a vida do homem que mais tempo passou à frente do poder republicano no país.

Até o lançamento do tomo 3 de Getúlio, portanto, pretendia não fazer mais nada além de vestir minha camiseta amarela e torcer pela Seleção na Copa do Mundo.  

Mas, no agradabilíssimo encontro com Luiz e Otávio, entre uma taça de vinho e outra, conversa vai, conversa vem, lá estava eu transformando um almoço de comemoração em reunião de trabalho.

Acertamos, na ocasião, os primeiros detalhes de meu próximo livro, cujo tema ainda é segredo. Hoje, ao acordar, comecei a traçar planos para o novo projeto. E compreendi que não, não tenho compulsão pelo trabalho coisa nenhuma.

Apenas tenho o raro privilégio de me dedicar a um ofício que me dá, acima de tudo, imenso prazer e entusiasmo.